Justiça eleitoral debate bloqueio de canais políticos no Whatsapp na véspera da votação

Tse avalia regra para suspender canais políticos de grande alcance no whatsapp antes da votação.
Justiça eleitoral debate bloqueio de canais políticos no Whatsapp na véspera da votação
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Uma minuta de resolução em discussão no Tribunal Superior Eleitoral estabelece a suspensão temporária de canais de transmissão de teor político com mais de duzentos mil seguidores. A medida proposta prevê a desativação dessas ferramentas nas quarenta e oito horas anteriores e nas vinte e quatro horas posteriores ao segundo turno do pleito.

O texto em análise foi elaborado após reuniões informais entre magistrados da Corte Eleitoral e busca blindar o processo de votação contra a propagação de conteúdos considerados irregulares. Caso receba o aval do plenário do tribunal, a determinação passará a valer de forma imediata para todas as plataformas de mensagens instantâneas abrangidas pelos critérios definidos na norma.

Objetivo de proteger a integridade do pleito

A justificativa apresentada no documento aponta que o período que antecede e sucede a votação concentra riscos elevados de danos irreversíveis à formação da vontade popular. Os idealizadores da proposta argumentam que a janela de tempo reduzida impede respostas eficazes ou a devida tutela jurisdicional diante de eventuais infrações disseminadas em massa.

A norma estipula parâmetros objetivos e impessoais para evitar distorções no alcance de perfis com grande audiência digital. Com isso, a regra pretende equiparar as restrições aplicadas aos canais orgânicos de grande porte àquelas já impostas aos conteúdos impulsionados por meio de pagamentos comerciais durante o período de campanha.

Impacto sobre grandes perfis políticos

Se aprovada pelo colegiado, a resolução afetará diretamente ferramentas de mobilização digital de expressiva audiência no aplicativo de mensagens. Entre os alvos potenciais estão páginas de apoio político que reúnem milhões de inscritos e operam ativamente na difusão de mensagens voltadas aos eleitores.

A discussão ganhou urgência na agenda da Justiça Eleitoral em meio a impasses jurídicos recentes envolvendo contestações sobre a legalidade de perfis vinculados a campanhas presidenciais. As divergências evidenciaram a necessidade de regulamentação específica para o uso de ferramentas de transmissão em massa durante etapas decisivas da disputa nas urnas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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