O secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-vereador do município de Queimados, Jefferson Dias da Silva, conhecido como Jefferson da Linave, foi morto a tiro por policiais militares na noite desta segunda-feira (19). A ocorrência foi registrada durante uma abordagem efetuada por agentes do 22º BPM (Maré) na Avenida Brasil, na altura do bairro de Bonsucesso, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O veículo em que o secretário e ex-parlamentar da Baixada Fluminense trafegava foi interceptado pela equipe policial. Até o momento, a corporação não detalhou o que teria motivado o disparo efetuado pelos agentes durante a fiscalização na via expressa, gerando questionamentos sobre os protocolos adotados na abordagem.
Abordagem policial e isolamento da via expressa
Após o disparo, a área do crime foi isolada e preservada pelos próprios policiais para a realização dos exames periciais da Polícia Civil. A interrupção parcial do fluxo no local buscou garantir a integridade dos vestígios deixados no asfalto e no automóvel onde a vítima estava.
Em nota oficial, a assessoria de imprensa da Polícia Militar lamentou a morte do secretário e informou que as circunstâncias do fato serão esclarecidas através das investigações que estão em andamento. A apuração interna corre em paralelo à indigência criminal conduzida pelas autoridades competentes do estado.
Repercussão política e luto oficial em Queimados
A morte violenta de Jefferson da Linave provocou forte repercussão política e comoção em Queimados, onde ele possuía expressiva trajetória pública. Por meio das redes sociais oficiais, a Prefeitura de Queimados divulgou uma nota de pesar solidarizando-se com familiares e amigos, lamentando a perda do gestor municipal.
Colegas de trabalho, autoridades locais e eleitores manifestaram solidariedade aos familiares enlutados pela perda repentina do gestor público. O clima na cidade é de consternação diante da forma trágica como o secretário perdeu a vida durante o trajeto na capital.
Investigação sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações para esclarecer todos os pontos obscuros do caso. Os policiais civis trabalham na oitiva de testemunhas, na análise de eventuais imagens de câmeras de segurança do trecho da Avenida Brasil e na perícia detalhada do veículo.
O objetivo central da polícia judiciária é determinar as responsabilidades criminais e disciplinares dos policiais militares envolvidos na ação fatal. O laudo pericial balístico e os depoimentos dos agentes que participaram da abordagem serão fundamentais para o deslinde do inquérito.


