Santos regulariza ocupação do CT Rei Pelé em acordo com governo federal

Santos firma acordo com governo federal para regularizar uso do CT Rei Pelé com concessão onerosa de 20 anos e pagamento de dívida histórica.
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O Santos Futebol Clube e o governo federal formalizaram, nesta quinta-feira (1º), um acordo estratégico para a regularização da ocupação do Centro de Treinamento Rei Pelé, localizado em Santos, São Paulo. A medida encerra um longo período de incertezas jurídicas sobre a posse da área, estabelecendo um novo marco contratual entre o clube e a União para a gestão do espaço esportivo.

Concessão onerosa e novos encargos financeiros

O termo firmado estabelece a concessão de uso onerosa do imóvel por um período de 20 anos, com possibilidade de renovação por igual intervalo. Sob os novos termos, o Santos deverá realizar um pagamento mensal de R$ 145.167,42, valor que sofrerá reajustes periódicos baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além da mensalidade, o clube reconheceu um passivo acumulado de aproximadamente R$ 23 milhões, referente ao histórico de utilização do terreno. Este montante será quitado em um cronograma de 120 meses, garantindo a recomposição dos cofres públicos pelo uso pretérito das instalações.

Patrimônio da União e avaliação do CT Rei Pelé

O complexo, que ocupa uma área de cerca de 39 mil metros quadrados, permanece sob a titularidade da União. O imóvel é avaliado atualmente em R$ 79,76 milhões, valor que engloba tanto o terreno quanto as benfeitorias estruturais realizadas pelo clube ao longo dos anos.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência destacou que a solução consensual foi mediada pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O objetivo central foi conciliar a continuidade das atividades esportivas do Santos com a proteção do patrimônio público.

Responsabilidades e futuro da cessão

O acordo impõe ao Santos obrigações rigorosas de conservação e manutenção do imóvel. O clube deve assegurar o cumprimento integral de normas administrativas, tributárias, ambientais e urbanísticas, sob fiscalização constante da Secretaria do Patrimônio da União.

A União resguardou o direito de reavaliar a conveniência de uma futura alienação do terreno, caso o interesse público ou social na manutenção da cessão seja alterado. Para mais detalhes sobre a gestão de bens públicos, consulte o portal da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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