Rio terá programa sustentável de combate ao Aedes aegypti, agora em lei

O Estado do Rio de Janeiro acaba de avançar no combate às arboviroses com uma abordagem inovadora. Foi sancionada pelo governador Cláudio Castro a Lei 10.890/25 (anteriormente PL 4.768/25), de autoria do deputado Alexandre Knoploch (PL), que institui o Programa de Controle Sustentável do Aedes aegypti.

Inovações e objetivos da nova legislação

  • Métodos biológicos inovadores: serão liberados mosquitos modificados ou infectados com agentes que reduzem a capacidade de transmissão de dengue, zika, chikungunya, febre amarela urbana e até dirofilariose em animais domésticos.
  • Menor uso de inseticidas químicos: a lei prevê uma redução progressiva na aplicação de pesticidas, valorizando alternativas que preservem a biodiversidade local e o meio ambiente.
  • Avaliação constante: haverá monitoramento permanente dos métodos tradicionais e das novas tecnologias, buscando expansão escalável e técnica tanto nas áreas urbanas quanto rurais com maior taxa de incidência.

Implantação e parcerias

A implementação ficará a cargo do Governo do Estado, com previsão de:

  • Parcerias com universidades e centros de pesquisa;
  • Campanhas educativas focadas em prevenção e responsabilidade comunitária;
  • Integração com programas como o “Zona Livre de Dengue”, gerando sinergia entre órgãos públicos e vigilância sanitária.

O financiamento será garantido por meio de recursos estaduais dos fundos Fecam, FMA-RJ e FES, conforme prevista na lei.

O que muda na prática

Com este marco legal, o RJ passa a adotar um combate ao mosquito que alia tecnologia, saúde pública e respeito ambiental. A lei representa um avanço importante na proteção da população contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, ao mesmo tempo em que afasta o uso excessivo de produtos químicos.

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