O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com uma reação expressiva ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira (5), o Ibovespa registrou uma valorização de 7,85%, alcançando a marca histórica de 207.190,44 pontos, enquanto o dólar apresentou queda acentuada de 4,12%, encerrando o dia cotado a R$ 5,0022.
O otimismo dos investidores reflete uma percepção imediata de redução no prêmio de risco do país. O cenário eleitoral, que confirmou a disputa do segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o dia 25 de outubro, foi interpretado pelo mercado como um sinal de estabilidade, pressionando também as taxas futuras de juros para baixo.
Recorde histórico e euforia no Ibovespa
A Bolsa brasileira viveu um dia de euforia, renovando suas máximas históricas. Durante o pregão, o Ibovespa atingiu o pico de 209.605,70 pontos, superando patamares anteriores com um volume financeiro robusto de R$ 97,58 bilhões. Esse movimento de alta dá continuidade ao otimismo observado na sexta-feira (2), quando o índice já havia subido 2,63%.
A confiança do mercado não se restringiu ao ambiente doméstico. Em Nova York, o fundo de ações brasileiras EWZ registrou uma valorização de 12,57% no final da tarde, evidenciando uma forte demanda internacional por ativos brasileiros. A leitura de que o cenário político pode favorecer políticas econômicas de mercado impulsionou a entrada de capital estrangeiro.
Dólar atinge menor nível desde maio
A moeda norte-americana encerrou o dia no patamar de R$ 5,0022, configurando a menor cotação de fechamento desde 21 de maio, quando o dólar terminou o pregão em R$ 5,0004. A queda de 4,12% reverteu a cautela que dominava os investidores na última sexta-feira, quando a divisa havia subido quase 1%.
Com o resultado desta segunda-feira, o dólar acumula uma desvalorização de 8,87% no ano. A trajetória de queda foi acentuada pela expectativa de que o próximo governo mantenha o equilíbrio fiscal, um fator determinante para a atratividade do real frente ao dólar no curto e médio prazo, conforme aponta a Agência Brasil.
Comportamento do mercado de commodities
Enquanto os ativos brasileiros disparavam, o mercado de petróleo seguiu uma direção oposta. O barril do tipo Brent, referência global, fechou em queda de 1,89%, cotado a US$ 100,32. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também recuou 1,84%, atingindo US$ 89,43 por barril.
O desempenho das commodities foi influenciado por um cenário global mais amplo. As bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta, impulsionadas pela expectativa de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, possa moderar o ritmo de aumento das taxas de juros, o que alivia a pressão sobre os mercados emergentes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



