A alteração repentina no regime de atendimento do Hospital Municipal Veterinário de Duque de Caxias, localizado no bairro Jardim Primavera, provocou indignação generalizada entre tutores, protetores independentes e moradores da Baixada Fluminense. O local, que funcionava como ponto de socorro ininterrupto para casos graves, perdeu a cobertura integral e teve suas atividades limitadas exclusivamente a dias úteis em horário comercial.
Com a nova diretriz implementada, a unidade passa a operar de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O encerramento definitivo dos plantões noturnos e das atividades aos sábados e domingos gerou fortes contestações contra a administração pública municipal, especialmente pelo impacto imediato sobre famílias de baixa renda que não possuem alternativas financeiras para arcar com clínicas particulares.
Hospital Veterinário e o fim dos atendimentos de urgência
A perda do suporte contínuo afeta diretamente os protocolos de emergência clínica e cirúrgica do município. Casos que demandam intervenção imediata deixam de contar com a retaguarda pública após o fim do expediente da tarde e durante todo o final de semana.
A decisão da administração municipal sob o comando do prefeito Netinho Reis gerou reação imediata da população local, que aponta descumprimento de compromissos assumidos previamente com os serviços essenciais de saúde animal.
“Bastou o período eleitoral ser encerrado e as urnas serem apuradas para que as primeiras promessas de continuidade e eficiência na saúde pública de Duque de Caxias fossem postas à prova. A recente decisão da Prefeitura de encerrar o plantão de emergência 24 horas do Hospital Municipal Veterinário, em Jardim Primavera, alterando o funcionamento para o horário estrito é um retrocesso para a cidade”, criticou um morador.
Impacto direto no socorro de animais e desamparo social
Embora a Prefeitura mantenha a programação de consultas ambulatoriais e a realização de exames laboratoriais no novo intervalo diurno, a falta de uma equipe de prontidão à noite inviabiliza o resgate de animais em situações críticas. Protetores da região apontam que emergências graves não escolhem dia nem horário para ocorrer.
Moradora da região central da cidade, Maria Santos destacou a fragilidade em que a população foi colocada diante da suspensão do pronto-socorro noturno.
“Embora a Prefeitura alegue que a grade ambulatorial, consultas e exames laboratoriais continuarão ativos no novo expediente, a ausência de um pronto-socorro noturno penaliza justamente as ocorrências graves — como atropelamentos, envenenamentos e partos de risco — que não têm hora para acontecer”, pontuou a moradora.
Na avaliação de grupos de proteção animal, a rede privada de veterinária pratica valores incompatíveis com o orçamento da maior parte dos moradores da Baixada Fluminense, tornando a presença do poder público indispensável para conter o sofrimento de animais domésticos.
Cobranças sobre a gestão municipal
A determinação de encurtar o expediente da unidade intensificou as cobranças públicas direcionadas ao Executivo de Duque de Caxias. Representantes da causa animal e lideranças comunitárias cobram esclarecimentos oficiais e a revisão da medida restritiva, reforçando a importância do suporte contínuo para o bem-estar animal garantido por diretrizes da administração pública.
Até o momento, a gestão municipal e a Secretaria Municipal de Saúde não apresentaram justificativas detalhadas para o encerramento do plantão 24 horas. O espaço segue à disposição para manifestações oficiais dos órgãos responsáveis.


