Uma leitura equivocada dos dados levou a Justiça Eleitoral a informar, no último sábado (17), que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano. A inconsistência surgiu após os dados serem incorretamente comparados com os registros de 2024.
O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou à Agência Brasil que a cifra anterior era irreal. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral, houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais ao alimentar o sistema oficial.
Atualização do número correto de alterações
A Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções eleitorais que tiveram seu local modificado entre o primeiro e o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções alteradas, volume que continuou a diminuir nas apurações seguintes.
Como novas alterações pontuais ainda podem ocorrer devido a imprevistos estruturais ou climáticos até o dia do pleito, a recomendação oficial é para que o cidadão consulte novamente sua situação com antecedência. O acesso deve ser feito exclusivamente por meio dos canais oficiais, como o aplicativo e-Título ou os portais institucionais.
Processo de definição e ajustes regionais
As modificações nos endereços de votação são estabelecidas pelos juízes de cada cartório eleitoral, que identificam necessidades decorrentes de problemas estruturais ou climáticos nos prédios utilizados. Esses magistrados comunicam os TREs, que repassam a informação ao sistema nacional utilizado pela Justiça Eleitoral.
Durante a sessão plenária, o presidente do tribunal máximo indicou que os números iniciais informados pelo sistema ELO costumam divergir dos dados locais consolidados pelos estados. O ministro pontuou divergências pontuais em registros de Minas Gerais e do Piauí, onde as secretarias regionais confirmaram uma quantidade bem menor de endereços modificados.
Rotina e segurança no processo de votação
Autoridades do judiciário eleitoral ressaltam que mudanças de endereços fazem parte da rotina operacional de qualquer pleito e são acompanhadas de avisos físicos nos locais antigos e ampla divulgação na imprensa local. O procedimento visa garantir que nenhum cidadão perca o direito ao voto por falta de orientação adequada.
Diante da circulação de mensagens com links não oficiais em aplicativos de mensagens e redes sociais, as autoridades reforçam que o eleitor evite páginas suspeitas. A orientação é buscar apenas as plataformas institucionais para confirmar o local exato da urna.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

