Eleições 2026: Flávio Bolsonaro busca apoio em Goiás enquanto Lula foca no fim da escala 6×1

Flávio Bolsonaro garante apoio de Ronaldo Caiado em Goiás, enquanto Lula defende o fim da escala 6x1 na reta final das eleições de 2026.
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A corrida eleitoral de 2026 intensificou-se nesta terça-feira, 6 de outubro, com movimentos estratégicos dos dois principais candidatos à Presidência. Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro busca consolidar alianças regionais para fortalecer sua base no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou o debate público para pautas trabalhistas, com foco na reforma da jornada de trabalho.

Alianças estratégicas e a busca por apoio em Goiás

Em uma movimentação política na capital goiana, Flávio Bolsonaro oficializou o apoio do governador Ronaldo Caiado. O acerto marca uma mudança de postura, visto que Caiado foi um adversário direto na disputa presidencial do primeiro turno, quando obteve 2,18% dos votos válidos. A aliança é vista como um passo fundamental para ampliar o alcance do candidato do PL no Centro-Oeste.

Durante seu discurso em Goiânia, o candidato destacou a composição do novo Legislativo. Ele afirmou que a eleição de parlamentares alinhados à direita permitirá alterações na Constituição. Segundo Flávio Bolsonaro, a atual configuração do Senado e da Câmara oferece as condições necessárias para implementar mudanças estruturais, posicionando-se como um contraponto ao modelo político que ele descreve como um risco de instabilidade institucional.

Debate sobre a jornada de trabalho e o fim da escala 6×1

Em Brasília, o foco da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva concentrou-se na articulação legislativa e na defesa da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa encerrar a escala de trabalho 6×1. A proposta, que também prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, foi apresentada pelo petista como uma medida essencial para conferir maior dignidade aos trabalhadores brasileiros.

O presidente questionou publicamente o posicionamento de seu adversário, que ocupa o cargo de senador, sobre a votação da matéria. Para Lula, a tramitação da proposta no Congresso servirá como um termômetro para identificar quais forças políticas priorizam o bem-estar social e o tempo de descanso das famílias em detrimento de modelos laborais mais rígidos.

Calendário legislativo e tramitação da proposta

A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou um cronograma definido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O rito regimental estabelecido exige a realização de cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno. O processo de debates, que ocorre ao longo desta e da próxima semana, precede a votação final, prevista para o dia 15 de outubro.

O rito imposto pela presidência da casa busca garantir a transparência no trâmite da PEC, permitindo que o tema seja debatido exaustivamente pelos parlamentares. A expectativa é que o desfecho da votação seja um dos pontos centrais da reta final da campanha eleitoral, influenciando o eleitorado sobre as pautas econômicas e sociais defendidas por cada chapa. Mais informações sobre o rito podem ser acompanhadas diretamente pela Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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