Dólar sobe para R$ 5,22 em pregão marcado por tensões globais e alta do petróleo

O dólar fechou a R$ 5,22 com alta de 0,97%. Tensões no Oriente Médio e disparada do petróleo ditaram o ritmo dos mercados nesta quinta-feira.
Dólar sobe para R$ 5,22 em pregão marcado por tensões globais e alta do petróleo
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O mercado financeiro iniciou o mês de outubro sob forte influência do cenário internacional, com o dólar registrando valorização expressiva frente ao real. A moeda norte-americana encerrou o pregão desta quinta-feira (1º) cotada a R$ 5,224, uma alta de 0,97%, impulsionada pela aversão ao risco que tomou conta dos investidores globais.

O movimento de busca por ativos considerados mais seguros foi alimentado pelas crescentes tensões no Oriente Médio e pelo impacto direto desses conflitos no preço das commodities energéticas. Enquanto a divisa dos Estados Unidos ganhava força, o Ibovespa resistiu à pressão externa, fechando o dia em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos, sustentado pelo desempenho positivo das ações da Petrobras.

Pressão cambial e o fortalecimento do dólar

A trajetória do dólar comercial ao longo do dia refletiu a instabilidade externa. Após atingir a mínima de R$ 5,169 logo no início da manhã, a moeda ganhou tração e alcançou o pico de R$ 5,240 no período da tarde. No acumulado do ano, a divisa ainda apresenta uma queda de 4,83%.

O fortalecimento da moeda americana não foi um fenômeno isolado no Brasil. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, avançou 0,58%, atingindo 102,040 pontos. Esse comportamento reforça a cautela global diante das incertezas sobre a inflação e a política de juros nos Estados Unidos, agravadas pelo cenário geopolítico.

Desempenho da bolsa e influência do petróleo

Apesar da cautela que permeia o mercado doméstico devido à proximidade do primeiro turno das eleições, a Bolsa de Valores brasileira encontrou suporte na valorização do petróleo. As ações da Petrobras foram o principal motor do Ibovespa, que encerrou setembro com alta de 5% e mantém um ganho acumulado de 16,2% em 2026.

O volume financeiro movimentado na sessão atingiu R$ 26 bilhões. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 acompanhou o otimismo moderado, fechando em alta de 0,19%, mesmo com os investidores monitorando de perto o rendimento dos títulos do Tesouro estadunidense e os desdobramentos inflacionários causados pela energia.

Escalada dos preços do petróleo no mercado internacional

O setor de energia foi o grande protagonista do dia, com o petróleo registrando ganhos significativos. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 4,37%, cotado a US$ 102,31, enquanto o petróleo WTI, do Texas, avançou 2,71%, encerrando a US$ 92,87.

A aceleração dos preços foi motivada por notícias sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e novas incertezas envolvendo o Irã. Além disso, a oferta global de combustíveis segue sob pressão, com a União Europeia avaliando a liberação de estoques de diesel e a China restringindo exportações de derivados para fora de Hong Kong e Macau, conforme reportado pela Reuters.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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