Dólar recua para faixa de cinco reais e bolsa avança com cenário externo

Dólar fecha cotado a R$ 5,01 com queda expressiva e Ibovespa avança motivado por fluxo de capital estrangeiro.
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O mercado financeiro registrou um movimento expressivo de valorização dos ativos nacionais em uma terça-feira marcada por forte entrada de capital externo. A moeda norte-americana aproximou-se da marca de R$ 5, enquanto os principais índices acionários brasileiros apresentaram alta expressiva, impulsionados tanto pelo ambiente internacional quanto pelas expectativas econômicas e políticas internas.

Analistas apontam que a combinação de fatores externos favoráveis, incluindo dados econômicos dos Estados Unidos e o comportamento das commodities, ajudou a moldar o apetite ao risco dos investidores institucionais e do varejo ao longo da sessão de negociações.

Comportamento do câmbio e a desvalorização global

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,019, acumulando a terceira queda consecutiva frente à moeda brasileira. O recuo acompanhou a trajetória negativa do índice DXY no exterior, que mede a força da divisa dos Estados Unidos em relação a outras moedas globais de destaque.

A retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano diminuiu a atratividade da renda fixa daquele país. Esse cenário redirecionou fluxos financeiros para mercados emergentes, beneficiando diretamente o câmbio nacional e reduzindo a pressão sobre os preços internos.

Avanço expressivo da bolsa de valores

O Ibovespa fechou o pregão com alta de 1,57%, alcançando 208.295,98 pontos e atingindo o patamar mais elevado desde o dia 9 de outubro. O volume de negociações foi sustentado pela forte presença de investidores estrangeiros na B3.

Ações de empresas ligadas ao consumo e sensíveis à dinâmica de juros lideraram as altas. O otimismo reflete a expectativa de que um ambiente de maior liquidez e taxas mais controladas possa estimular a atividade corporativa e o crédito interno.

Impacto do petróleo nas negociações globais

O mercado de energia também exerceu influência direta sobre o humor dos investidores globais. O contrato do petróleo Brent registrou baixa de 0,69%, negociado a US$ 108,79 o barril.

A queda nas cotações da commodity esteve relacionada a perspectivas de alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Menores preços de energia ajudam a mitigar pressões inflacionárias globais, refletindo positivamente nas projeções econômicas de diversos países.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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