Dólar recua para R$ 4,98 e Ibovespa renova máxima histórica em semana de otimismo

Dólar fecha a R$ 4,98 e Ibovespa renova recorde histórico com alta de 1,38% em sessão marcada pelo otimismo dos investidores após eleições.
Dólar recua para R$ 4,98 e Ibovespa renova máxima histórica em semana de otimismo
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O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com um movimento expressivo de valorização dos ativos nacionais. O dólar comercial fechou a sexta-feira (9) cotado a R$ 4,985, consolidando uma queda de 0,78% no dia. Com esse resultado, a moeda estadunidense acumula uma desvalorização de 4,44% no período pós-primeiro turno das eleições, refletindo uma mudança na percepção de risco dos investidores.

O cenário de otimismo foi acompanhado pelo desempenho robusto da Bolsa de Valores. O Ibovespa atingiu um novo patamar histórico, fechando o pregão aos 209.066,90 pontos, após uma alta de 1,38%. Durante as negociações, o índice chegou a registrar a marca de 209.713,45 pontos, impulsionado por um fluxo intenso de investimentos estrangeiros e pela expectativa em torno das diretrizes econômicas para 2027.

Desvalorização do dólar e contexto macroeconômico

A trajetória de queda da divisa norte-americana abaixo da barreira dos R$ 5,00 ocorre pelo segundo dia consecutivo. Além do ambiente doméstico, o movimento é influenciado pela valorização de moedas de outras nações emergentes e pela reação do mercado aos indicadores de inflação.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,58%, um dado monitorado de perto pelo Banco Central e pelos agentes financeiros na definição de estratégias de alocação de capital.

Ibovespa renova recordes em semana de alta

O desempenho semanal da Bolsa brasileira foi expressivo, com um avanço acumulado de 8,82%. A confiança dos investidores parece estar atrelada ao cenário eleitoral, que tem ditado o ritmo das negociações desde o início do mês. A expectativa de estabilidade e o fluxo de capital para ações locais sustentaram a trajetória de alta.

No exterior, o ambiente também contribuiu para o otimismo. As bolsas de Nova York acompanharam a tendência positiva, com o índice S&P 500 subindo 0,60%. O mercado estadunidense mantém o foco na temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e na divulgação de novos dados inflacionários que podem impactar a política monetária global.

Pressão nos preços do petróleo

O mercado de commodities apresentou alta, com os contratos futuros do petróleo reagindo a tensões geopolíticas e fatores climáticos. O barril do tipo Brent, referência internacional, encerrou a sessão a US$ 104,72, uma valorização de 0,42% no dia e de 2,41% na semana.

As preocupações com a oferta global foram agravadas por conflitos no Oriente Médio e por interrupções na produção no Golfo do México, causadas pela passagem do furacão Isaias. O petróleo WTI, negociado no Texas, acompanhou o movimento e fechou cotado a US$ 91,85 por barril.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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