Economia

Senacon abre processos contra 70 postos por suspeita de aumento abusivo nos combustíveis

Senacon abre 70 processos contra postos por suspeita de aumento abusivo nos preços dos combustíveis. Multas podem chegar a R$ 14 milhões.

Senacon abre processos contra 70 postos por suspeita de aumento abusivo nos combustíveis

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, iniciou nesta segunda-feira (21) uma ofensiva contra o setor de combustíveis. O órgão instaurou 70 processos administrativos sancionadores para apurar indícios de aumento abusivo de preços em postos de gasolina espalhados pelo país.

A medida ocorre após o recebimento de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que apontaram irregularidades na formação de preços. Caso as infrações sejam confirmadas, os estabelecimentos envolvidos podem sofrer penalidades severas, com multas que alcançam até R$ 14 milhões, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Fiscalização identifica margens de lucro elevadas

As investigações foram motivadas por atos de fiscalização que detectaram margens de lucro superiores a 70% em unidades localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. A discrepância nos valores chamou a atenção das autoridades, que agora buscam entender a origem dessa elevação repentina nas bombas.

O cenário de desconfiança foi agravado pelo volume de reclamações registradas pelos consumidores. Na última sexta-feira (18), a ANP reportou à Senacon o recebimento de aproximadamente 330 denúncias formais, fornecendo o suporte técnico necessário para a análise do comportamento de mercado e a abertura dos processos.

Coordenação nacional para conter abusos

Em resposta à situação, a Senacon convocou uma reunião nacional emergencial para esta terça-feira (22), reunindo órgãos de defesa do consumidor de todo o território brasileiro. O objetivo central do encontro é alinhar ações coordenadas de fiscalização e garantir que o mercado opere dentro da legalidade.

A estratégia do governo combina medidas preventivas e repressivas para coibir condutas oportunistas. O foco é impedir que postos elevem os preços ao consumidor final sem que haja uma justificativa técnica ou econômica compatível com as condições reais de comercialização e custos de aquisição do combustível.

Os postos notificados possuem um prazo de 15 dias para apresentar suas defesas formais. O desdobramento desses processos deve definir os próximos passos da regulação do setor e o rigor das sanções aplicadas aos estabelecimentos que forem considerados culpados pela prática de preços abusivos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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