O desaparecimento do mototaxista Maycon Alisson Lourenço, de 33 anos, teve um desfecho trágico na Baixada Fluminense. O corpo do trabalhador foi localizado no Parque Suécia, em Duque de Caxias, apresentando marcas de disparos de arma de fogo. O caso, que gerou comoção entre familiares e colegas de profissão, é investigado pelas autoridades locais.
Cronologia do desaparecimento e buscas
Maycon saiu para realizar uma corrida na segunda-feira (28) e não retornou para casa. A preocupação da família se intensificou quando ele não compareceu ao compromisso de buscar sua filha, de 3 anos, na escola, um hábito rotineiro do mototaxista. Antes da confirmação da morte, colegas de profissão relataram ter recebido uma fotografia via celular que mostrava a vítima amarrada, acompanhada de ameaças.
Motivação e conflitos territoriais
A principal linha de investigação aponta que o homicídio pode estar relacionado a disputas territoriais entre facções criminosas rivais. Relatos indicam que Maycon residia no Corte 8, área sob domínio do Comando Vermelho, mas teria se deslocado até o Pantanal, região controlada pelo Terceiro Comando Puro, para atender a um passageiro.
A suspeita dos familiares é de que, após a abordagem, criminosos tenham acessado o aparelho celular da vítima. O conteúdo encontrado no dispositivo, incluindo conversas com moradores e outros condutores de sua região de origem, teria sido o estopim para a execução.
Investigação e desdobramentos
O caso foi registrado pela Polícia Militar e está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os autores, embora nenhum suspeito tenha sido detido até o momento. Informações oficiais sobre o andamento do inquérito podem ser acompanhadas através do portal da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O sepultamento de Maycon Alisson Lourenço foi realizado na quarta-feira (30), no Cemitério Nossa Senhora de Belém, localizado no Corte 8.



