O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, oficializou a assinatura de um decreto que estabelece novas diretrizes para a gestão de protestos sociais no país. A medida foi publicada poucas horas antes de uma série de manifestações convocadas por organizações sindicais, estudantis e movimentos sociais, programadas para esta quarta-feira.
De acordo com o Executivo, a iniciativa busca reforçar os mecanismos de controle estatal e assegurar a manutenção da ordem pública durante os atos populares. O governo defende que o objetivo central é equilibrar o exercício do direito à livre manifestação com a proteção da integridade de cidadãos e do patrimônio público.
Protocolos de segurança e atuação das autoridades
Durante pronunciamento em rede nacional, Abelardo de la Espriella reiterou que o protesto pacífico permanece como uma garantia constitucional. Contudo, o mandatário ressaltou que tal direito não confere autorização para atos de violência, destruição de bens públicos ou obstrução de serviços essenciais, como o trânsito de ambulâncias e equipes de emergência.
O decreto institui o acompanhamento permanente das mobilizações pelas forças de segurança. Entre as normas técnicas estabelecidas, destaca-se a obrigatoriedade de que os agentes responsáveis pela supervisão mantenham uma distância mínima de quatro metros dos manifestantes, visando a aplicação dos novos protocolos de controle.
Intervenção em casos de violência e ameaças
A nova legislação confere autorização expressa para a intervenção das forças de segurança em situações específicas. O texto permite a ação policial imediata caso seja detectado o porte ou uso de armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários durante as manifestações.
Além disso, o documento prevê a atuação das autoridades em cenários que envolvam a retenção de pessoas contra a vontade ou agressões diretas a terceiros. O decreto também estabelece salvaguardas específicas para a proteção de servidores públicos, pessoal uniformizado, missões médicas e equipes de imprensa, definindo competências claras para a resposta a ameaças contra esses grupos.
Contexto legislativo e medidas antiterrorismo
A publicação do decreto faz parte de um pacote mais amplo de iniciativas propostas pelo governo de Abelardo de la Espriella. O Executivo busca consolidar uma agenda focada na segurança pública, que inclui a tramitação de um projeto de lei voltado ao combate de grupos armados organizados e a implementação de um novo estatuto antiterrorista.
Para mais informações sobre o cenário político regional, consulte a cobertura da Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


