Falta de energia paralisa o Sistema Imunana-Laranjal; operação foi retomada e normalizou ao longo da tarde

Uma queda de energia elétrica na manhã de domingo (24/08) paralisou temporariamente o Sistema Imunana-Laranjal, responsável pela produção de água que abastece parte do Leste Metropolitano do Rio. Segundo comunicado, a interrupção ocorreu às 9h54 na Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB), após falha atribuída à concessionária Enel. A energia foi restabelecida por volta das 10h, o sistema voltou a operar às 10h25, e a produção plena foi estimada para cerca de 13h, já que o religamento precisa ser feito em etapas para evitar choques hidráulicos.

O impacto da paralisação é sensível porque o Imunana-Laranjal atende uma ampla faixa de municípios. De acordo com comunicados locais e informes técnicos, o sistema supre Niterói, São Gonçalo, parte de Itaboraí, distritos de Maricá (como Inoã e Itaipuaçu) e ainda a Ilha de Paquetá, na capital, o que significa que qualquer interrupção pode reduzir a pressão nas redes e atrasar a reposição dos reservatórios domésticos.

Na prática, o que aconteceu neste domingo seguiu o protocolo: com a falta de energia na EEAB, a captação de água bruta precisou ser suspensa, o que, em cadeia, interrompeu o tratamento e a produção na ETA Laranjal. Restabelecida a energia, a retomada foi gradual, começando pela religação da elevatória e, em seguida, o aumento progressivo da vazão de produção até atingir 100%, movimento que costuma levar algumas horas. Os horários divulgados — 9h54 (parada), 10h (energia restabelecida) e 10h25 (retomada da operação) — orientaram a previsão de normalização ao longo do início da tarde.

Para entender a dimensão do episódio, vale lembrar o que é o Imunana-Laranjal. Trata-se do principal sistema de produção de água do Leste Fluminense, alimentado pelo Canal de Imunana e por um conjunto de estruturas (captação, adução, tratamento e reservação) que, somadas, entregam milhares de litros por segundo à região. Documentos técnicos indicam que ele abastece Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (além dos pontos já citados) e detalham a configuração do sistema, que inclui estações de tratamento convencionais e adutoras de grande porte — o que explica a necessidade de religamentos controlados para evitar danos quando há quedas de energia.

O episódio deste domingo não é isolado: em outubro e novembro de 2024, o sistema também sofreu paradas causadas por falhas no fornecimento de energia, com reflexos imediatos no abastecimento das cidades atendidas. Esses registros ajudam a contextualizar a vulnerabilidade do sistema às ocorrências elétricas externas e reforçam a importância de respostas rápidas das concessionárias de energia e de água para reduzir o tempo de indisponibilidade.

Em resumo: houve uma falha elétrica na subestação que alimenta a elevatória do Imunana-Laranjal; a captação e a produção foram interrompidas às 9h54; a energia voltou às 10h e a operação foi retomada às 10h25, com normalização gradual ao longo do início da tarde, priorizando a segurança hidráulica do sistema. Moradores das cidades atendidas podem ter percebido redução temporária de pressão até a estabilização completa das redes.

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