O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou as novas tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos como uma “decisão eminentemente política” e sem “nenhuma racionalidade econômica”.
Segundo Haddad, os EUA registram déficits com o Brasil há mais de 15 anos — acumulando mais de US$ 400 bilhões — e, por isso, impor tarifas tão severas não se justifica do ponto de vista comercial.
Ele ainda argumentou que a medida não ocorreu de forma isolada: seria um “ataque ao Brasil” articulado por elementos da extrema direita nacional, especialmente da família Bolsonaro, com o objetivo de influenciar o curso de processos judiciais envolvendo o ex-presidente.
Para Haddad, esse “tiro no pé” penaliza especialmente setores notoriamente prejudicados, como o agronegócio paulista (suco de laranja) e a indústria aeronáutica (Embraer). Ele confia que a diplomacia brasileira conseguirá reverter a decisão norte-americana.
Contexto e impacto
- A sobretaxa foi anunciada por Trump em 9 de julho, com vigência a partir de 1º de agosto, e justificada como resposta política às investigações contra Bolsonaro.
- O impacto econômico é significativo: encarece exportações brasileiras e prejudica o agronegócio e a indústria, sobretudo em São Paulo .
- Haddad reafirmou que o Brasil mantém longo histórico de déficit comercial com os EUA, reforçando a insustentabilidade da medida.
Próximos passos
O governo Lula apostará na diplomacia profissional para reverter o “tarifaço” através de diálogo técnico e possíveis medidas de reciprocidade.
Fonte: Agência Brasil