Nova Iguaçu vive um marco na área da saúde em 2025. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da cidade já ultrapassou a marca de 12.500 atendimentos apenas entre janeiro e maio, um salto de quase 24% em relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2021, já são mais de 80 mil vidas assistidas.
Entre os inúmeros casos atendidos, um episódio em especial se tornou símbolo da dedicação das equipes: o salvamento do pequeno Anthony Santana da Rosa Alves, então com apenas 17 dias de vida. Após se engasgar e ficar cerca de três minutos sem respirar, o bebê foi levado pelos pais diretamente à base do SAMU no Centro da cidade. Lá, as enfermeiras Clarissa Rodrigues Velasque e Thaís Kibaltchich realizaram uma manobra de desengasgo com sucesso, fazendo Anthony voltar a respirar. O choro do recém-nascido trouxe alívio imediato à família e emocionou toda a equipe.
“Foi desesperador ver meu filho sem respirar. As profissionais do SAMU foram nossos anjos”, disse a mãe, Fernanda da Rosa, que ainda lembra de ter se ajoelhado no chão ao sair do carro, em um ato de fé. O pai, Antônio Carlos Alves, contou que mudou o trajeto para o hospital ao avistar a base do SAMU e não hesitou em pedir socorro ali mesmo.
Hoje, com três meses de vida, Anthony está saudável. Sua história passou a representar o impacto humano e técnico do trabalho das equipes do SAMU em Nova Iguaçu.
O secretário de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, destacou os investimentos recentes na estrutura do serviço, que incluem a renovação da frota de ambulâncias, ampliação técnica e modernização das bases. A cidade conta atualmente com sete bases e 13 ambulâncias, sendo três unidades avançadas com tecnologia de ponta e dez básicas com equipamentos de primeiros socorros.
A história de Anthony não é apenas uma vitória da vida, mas também uma demonstração clara de como o fortalecimento do SAMU tem salvado vidas diariamente em Nova Iguaçu.