O Brasil consolidou sua hegemonia no cenário internacional do halterofilismo paralímpico ao assumir a liderança do quadro de medalhas no Open das Américas, realizado na Cidade do México. Com um desempenho expressivo, a delegação nacional acumulou 14 pódios após três dias de competição, sendo sete deles no lugar mais alto. O torneio é fundamental para o ciclo paralímpico, servindo como etapa estratégica para o ranqueamento visando os Jogos de Los Angeles, em 2028.
Recordes e domínio técnico nas categorias femininas
A paulista Mariana D’Andrea reafirmou seu favoritismo ao conquistar o ouro na categoria até 73 kg. A bicampeã paralímpica não apenas venceu a prova, mas estabeleceu um novo recorde das Américas ao erguer 146 kg, superando sua marca anterior de 2024. O pódio foi completado pela mineira Caroline Fernandes, que garantiu a prata com 119 kg.
A transição de categorias também trouxe resultados positivos para o país. A amazonense Maria de Fátima Castro, medalhista em Paris 2024, adaptou-se com sucesso à categoria até 79 kg, conquistando o ouro com 135 kg. A prova foi marcada por uma dobradinha brasileira, com a brasiliense Gabrielle Lima assegurando a segunda colocação.
Força masculina e consistência no pódio
No setor masculino, o paraibano Ailton de Souza brilhou na categoria até 80 kg. Com um levantamento de 201 kg, ele superou com folga os adversários do Equador e do México, consolidando sua posição como um dos principais nomes da modalidade no continente. A performance reflete o alto nível de preparação dos atletas brasileiros em um ciclo que exige disciplina constante.
Outros nomes também se destacaram, como Laira Guimarães, que conquistou o ouro entre atletas até 61 kg, superando a paraense Naira Cruz. O início da competição, no último domingo (4), já havia sinalizado o ímpeto brasileiro, com o ouro de Marco Túlio Cruz e Lara Lima, além das medalhas de João Maria França e Brenda Pepe.
Caminho rumo aos Jogos de Los Angeles 2028
A participação no Open das Américas é um passo obrigatório para os atletas que buscam a classificação para a Paralimpíada de 2028. Segundo as diretrizes da World Para Powerlifting, os competidores devem cumprir uma série de requisitos, incluindo a presença em eventos continentais e etapas da Copa do Mundo.
O processo de seleção prioriza os oito melhores halterofilistas de cada categoria de peso que atingirem as marcas e participações exigidas. Com o encerramento do evento previsto para esta quinta-feira (8), o Brasil mantém o foco em ampliar sua vantagem no quadro geral, garantindo pontos valiosos para o ranking internacional antes dos próximos desafios em Lima e no Campeonato Mundial.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


