A coalizão Vida em Conta apresentou formalmente um documento estratégico voltado para os candidatos à presidência da República. A iniciativa reúne dezenas de organizações e especialistas com o objetivo de influenciar o debate político e econômico do país no próximo ciclo governamental.
Estratégias para o desenvolvimento e redução de desigualdades
O material entregue às campanhas consolida diretrizes fundamentais para alinhar o crescimento econômico à diminuição das disparidades sociais. Especialistas apontam que o planejamento de longo prazo deve priorizar investimentos públicos eficientes e a ampliação de serviços essenciais à população.
Entre as recomendações prioritárias está a implementação de metas rigorosas baseadas em recortes de renda, gênero e raça. O intuito é garantir que o orçamento público seja direcionado de forma assertiva para as regiões e municípios que enfrentam maiores vulnerabilidades estruturais.
Financiamento da mobilidade urbana e tarifa zero
A mobilidade urbana ganha destaque com a sugestão de criação de um fundo nacional voltado para a implantação progressiva de transporte coletivo gratuito. A medida visa conectar periferias e centros urbanos por meio de sistemas de transporte com menor impacto ambiental.
Para viabilizar o modelo, o texto sugere a reestruturação do atual sistema de vale-transporte pago pelas empresas. Os recursos arrecadados seriam revertidos em prol da gratuidade generalizada e da modernização da infraestrutura viária metropolitana.
Reforma tributária e justiça fiscal
O documento defende alterações profundas na arrecadação de tributos, incluindo a elevação da alíquota mínima para contribuintes de maior renda. A proposta busca combater privilégios fiscais e direcionar incentivos para setores alinhados a práticas sustentáveis e de baixa emissão de carbono.
- Aumento da tributação sobre os super-ricos.
- Revisão de subsídios a combustíveis fósseis.
- Preservação de incentivos a microempresas.
- Estímulo à economia verde e digital.
Valorização do trabalho e políticas de cuidado
As diretrizes também contemplam a estruturação de uma rede nacional de cuidados para aliviar a sobrecarga de trabalho não remunerado sobre as famílias. A ampliação de creches e centros de atendimento comunitário figura como prioridade para assegurar direitos básicos e inclusão social.
Além disso, o plano aborda a necessidade de regulamentar novas jornadas de trabalho sem perdas salariais, garantindo maior tempo de descanso e qualidade de vida para os trabalhadores, em consonância com a manutenção de pisos e benefícios previdenciários valorizados.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


