Centenas de manifestantes reuniram-se no começo da noite de segunda-feira na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo, para protestar contra a atuação das plataformas digitais. Com o lema “Meta, não se meta”, os participantes criticaram a suposta censura a ativistas, a falta de neutralidade na mediação de conteúdos e a gestão de comunidades online durante o período eleitoral brasileiro.
Reivindicações por transparência e debate público
Durante o ato, organizadores apontaram que ferramentas tecnológicas acabam por sustentar o debate público e exigiram maior transparência das empresas responsáveis. A programadora Veronica Gimenez, representante da ONG TravaHacker, destacou que são necessários canais de monitoramento e relatórios públicos sobre as ações das big techs. Os manifestantes tentaram entregar um manifesto na sede da Meta, que administra redes como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas o documento será encaminhado digitalmente por meio de uma ação coletiva.
Críticas à soberania digital e aos algoritmos
A soberania digital e popular ganhou destaque nas falas dos ativistas presentes na mobilização na avenida Faria Lima. Críticas foram direcionadas ao monopólio de dados e à suposta falta de proteção a grupos minoritários, além do fomento indireto a discursos de ódio pelos algoritmos. O influenciador Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou ter sido banido de plataformas digitais e afirmou que decisões judiciais favoráveis têm sido ignoradas pelas empresas de tecnologia há meses.
Cobranças institucionais e ações no tribunal
A manifestação ocorre em meio a pressões institucionais e questionamentos judiciais envolvendo as chamadas eleições. Recentemente, campanhas políticas acionaram a Justiça Eleitoral para cobrar explicações sobre supostos desfavorecimentos e assimetrias no impulsionamento de anúncios pagos e distribuição de conteúdos. O Tribunal Superior Eleitoral determinou prazos para que a empresa comprove a adoção de medidas de isonomia na circulação de postagens políticas. Em nota oficial, a Meta justificou que eventuais dificuldades decorrem do rigor regulatório e dos prazos associados à checagem e moderação de conteúdos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



