Durante entrevista concedida à TV Globo, o senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou de uma sabatina de pouco mais de 40 minutos em que abordou acontecimentos políticos recentes, investigações do Judiciário e suas principais propostas eleitorais. Entre os temas de maior destaque, o parlamentar rejeitou a caracterização dos atos de 8 de janeiro de 2023 como tentativa de golpe de Estado e declarou que não buscará reeleição caso vença o pleito.
O candidato também abordou controvérsias financeiras, defendeu familiares e detalhou suas diretrizes para segurança pública, legislação trabalhista e metas fiscais da União, reagindo a perguntas incisivas sobre o histórico recente da política nacional.
Flávio Bolsonaro nega tentativa de golpe e defende aliados
Ao ser questionado sobre as invasões aos prédios dos Três Poderes em Brasília, Flávio Bolsonaro afirmou que os atos de vandalismo ocorridos na Esplanada dos Ministérios não configuraram tentativa de golpe contra as instituições. O candidato classificou como farsa o processo judicial que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, a 27 anos de reclusão, sustentando que os episódios teriam sido orquestrados para retirá-lo do cenário eleitoral.
O postulante declarou ainda que não combinou cargos no Executivo com o pai, embora tenha reafirmado a intenção de conceder-lhe indulto. Flávio garantiu também que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, não ocupará o comando do Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo, afirmando que o deputado é alvo de perseguição política em função das decisões judiciais no Brasil.
Propostas econômicas e metas fiscais da candidatura
No campo econômico, o presidenciável prometeu cortar mais de R$ 200 bilhões da dívida pública federal por meio da alienação de imóveis da União que se encontram abandonados. Além disso, mencionou a projeção de arrecadar cerca de R$ 100 bilhões com a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
O plano de gestão divulgado na sabatina prevê ainda a extinção de ao menos dez ministérios. O senador defendeu medidas de enxugamento da máquina pública e sustentou que sua administração focará na redução de estruturas administrativas federais.
Segurança pública, desarmamento e relações políticas
Na área da segurança, Flávio afirmou que pretende enquadrar facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na categoria de organizações narcoterroristas. Ao mesmo tempo, expressou apoio à flexibilização do acesso a armas de fogo para cidadãos comuns.
Perguntado sobre figuras públicas do Rio de Janeiro citadas em investigações, o senador afirmou que todos possuem direito à ampla defesa legal, ressaltando que eventuais responsabilidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes.
Relações empresariais e encontro institucional prévio
O candidato respondeu sobre repasses financeiros ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro destinados à produção cinematográfica Dark Horse, sustentando que as transações ocorreram em conformidade com as regras legais vigentes no período das captações de recursos.
Antes do programa ao vivo, Flávio participou de um almoço institucional com diretores do Grupo Globo, encontro que contou com a presença de José Roberto Marinho e Paulo Tonet. Conforme noticiado pela Agência Brasil, a direção da emissora comunicou que agendas institucionais de cortesia com executivos integram a rotina corporativa da empresa e não contaram com profissionais do setor de jornalismo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



