Perícia descarta presença de veneno em bolo suspeito de contaminação no Rio de Janeiro

Laudo pericial descarta presença de chumbinho em bolo apreendido no Rio de Janeiro. Investigação sobre o caso segue na 30ª DP (Marechal Hermes).
Perícia descarta presença de veneno em bolo suspeito de contaminação no Rio de Janeiro
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu, por meio de laudo pericial, que o bolo apreendido na última segunda-feira (12), no bairro de Oswaldo Cruz, Zona Norte da capital fluminense, não continha vestígios de chumbinho. O alimento havia sido retido pelas autoridades sob suspeita de contaminação intencional durante uma celebração comunitária em alusão ao Dia das Crianças.

A análise laboratorial foi determinante para afastar o risco de envenenamento que gerou alerta na região. Autoridades de saúde e a corporação policial confirmaram que, até o momento, não houve qualquer notificação de pessoas intoxicadas ou com sintomas de mal-estar decorrentes do consumo do produto. A investigação segue em curso para identificar a origem da denúncia e esclarecer os fatos.

Ação policial e negociação em Oswaldo Cruz

O caso ganhou repercussão após o acionamento de policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda), que foram mobilizados para a Rua Dona Vigência. A denúncia indicava que um bolo contendo substância tóxica seria distribuído em um evento voltado ao público infantil, o que exigiu uma resposta rápida das forças de segurança.

Ao chegarem ao local indicado, os agentes encontraram Gilson Mendonça da Silva. O homem, que estava armado, refugiou-se em um dos cômodos da residência, iniciando um período de negociação com a equipe policial. Após se render, o suspeito entregou uma pistola calibre .40, municiada com nove projéteis, que foi apreendida para análise pericial.

Desdobramentos e status da investigação

Após a rendição, o homem foi encaminhado à 30ª DP (Marechal Hermes), unidade responsável pelo registro da ocorrência. Em depoimento, a ausência de elementos que comprovassem a intenção de envenenamento ou irregularidades que sustentassem a prisão em flagrante no momento da abordagem resultou na liberação do suspeito.

Apesar da liberação, o inquérito permanece ativo sob a responsabilidade da 30ª DP. O material recolhido e a arma de fogo seguem sob custódia para a conclusão de laudos complementares. A polícia busca agora colher novos depoimentos para compreender a dinâmica completa do episódio e a procedência da denúncia inicial, conforme informações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

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