ABC e SBPC pedem proteção contra interferência externa nas eleições de 2026

ABC e SBPC alertam sobre riscos de interferência externa nas eleições de 2026, defendendo a soberania nacional e a integridade do processo eleitoral.
ABC e SBPC pedem proteção contra interferência externa nas eleições de 2026
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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiram um alerta formal sobre a possibilidade de interferência externa no processo eleitoral brasileiro de 2026. Segundo as entidades, há uma preocupação crescente com pressões, notadamente vindas dos Estados Unidos, que poderiam comprometer a soberania nacional e a livre formação da vontade dos eleitores.

O posicionamento das instituições reforça a necessidade de proteger as instituições democráticas contra manipulações no ambiente informacional e o uso indevido de tecnologias. O pleito, marcado para o dia 4 de outubro de 2026, definirá os ocupantes dos cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República.

Soberania nacional e o alerta da comunidade científica

O temor central das entidades é que atores externos tentem condicionar a decisão do eleitorado por meio de pressões políticas, econômicas ou pela disseminação de desinformação. Em nota oficial assinada por Helena Bonciani Nader e Francilene Procópio Garcia, a ABC e a SBPC enfatizam que a escolha dos governantes pertence exclusivamente ao povo brasileiro.

A preocupação ganha contornos mais nítidos após a elaboração de um relatório pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no final de agosto, que apontou riscos reais de influência estadunidense no pleito deste ano. O documento reservado sugere uma tendência de escalada na pressão internacional sobre o Brasil, o que motivou a mobilização acadêmica em defesa da autonomia do processo eleitoral.

Ações diplomáticas e a defesa da autodeterminação

O debate sobre a soberania ultrapassou as fronteiras acadêmicas e chegou à Assembleia Geral das Nações Unidas. Na terça-feira, 22 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a autodeterminação dos países e criticou gestos anacrônicos de ingerência externa, citando contextos de pressão em nações da América Latina e do Caribe.

Paralelamente, o Instituto Vladimir Herzog enviou uma carta à ONU solicitando atenção internacional para os riscos de interferência. O documento pede o reconhecimento imediato do resultado das urnas pela comunidade global, independentemente do vencedor, reforçando o princípio da não intervenção como base para a estabilidade democrática.

Vigilância institucional e o papel da sociedade civil

As entidades científicas conclamam as instituições da República, meios de comunicação e plataformas digitais a atuarem com responsabilidade para manter a integridade do ambiente informacional. A defesa da democracia, segundo a ABC e a SBPC, exige que cidadãos formem suas convicções sem manipulações indevidas.

A nota conjunta destaca que a soberania política, científica e digital são dimensões interdependentes. Para conferir mais detalhes sobre o posicionamento das entidades e o contexto das eleições, a Agência Brasil disponibilizou a íntegra das discussões sobre o tema.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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