Brasil atinge a marca de 1 bilhão de chaves PIX cadastradas em setembro

O sistema Pix atingiu 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro. Confira os dados sobre o uso e a distribuição das chaves pelo país.
Brasil atinge a marca de 1 bilhão de chaves PIX cadastradas em setembro
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O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro atingiu um novo patamar de adesão. Segundo dados oficiais do Banco Central, o número de chaves Pix registradas no país ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro de 2026. O volume reflete a consolidação da ferramenta como o principal meio de transferência financeira e pagamentos no cotidiano da população.

No encerramento do mês de setembro, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros, um avanço significativo em relação aos 998 milhões observados em agosto. Esse crescimento mantém a trajetória de expansão observada desde o final de 2025, quando o país somava 920 milhões de chaves ativas no sistema financeiro nacional.

Crescimento das chaves Pix e perfil do usuário

É fundamental distinguir o volume de chaves cadastradas da quantidade real de usuários. O sistema atende cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, o que resulta em uma média de seis chaves por usuário. Essa multiplicidade ocorre porque o sistema permite que um mesmo indivíduo ou empresa utilize diferentes identificadores para facilitar transações distintas.

Do total de registros, a grande maioria, 956,7 milhões, está vinculada a pessoas físicas. O setor corporativo detém 51,2 milhões de chaves. A preferência dos usuários recai sobre as chaves aleatórias, que representam 52,3% do total, com 526,8 milhões de registros. Essa modalidade é amplamente utilizada por oferecer maior privacidade, dispensando o compartilhamento de dados sensíveis como CPF ou número de celular.

Distribuição e funcionamento do sistema

A estrutura do Pix permite que o usuário gerencie seus dados diretamente pelos aplicativos das instituições financeiras. Além das chaves aleatórias, as opções incluem o uso de números de celular, CPF, CNPJ e endereços de e-mail. Enquanto pessoas físicas podem registrar até cinco chaves por conta, empresas possuem um limite maior, podendo cadastrar até 20 identificadores.

Apesar da popularidade das chaves, o uso do sistema não é obrigatório para a realização de transferências. Os usuários ainda podem optar por transações via dados bancários tradicionais ou por meio de códigos QR. A flexibilidade do modelo contribui para a alta adesão, permitindo que o sistema se adapte a diferentes necessidades de pagamentos e recebimentos.

Volume financeiro e segurança nas transações

O sucesso das chaves Pix é acompanhado por um volume expressivo de movimentações financeiras. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) processou 7,1 bilhões de transações, totalizando cerca de R$ 3,2 trilhões. Esses números consideram apenas as operações que passam pela infraestrutura do Banco Central, excluindo liquidações internas realizadas dentro de uma mesma instituição.

Para garantir a integridade dessas operações, o Banco Central tem aprimorado constantemente os mecanismos de proteção. A utilização de chaves aleatórias é uma das estratégias para mitigar riscos, permitindo o recebimento de valores sem a exposição direta de dados pessoais. Para mais detalhes sobre o funcionamento da ferramenta, consulte o portal oficial do Banco Central.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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