Documentário sobre Dona Eunice celebra memória e tecnologia na Baixada Fluminense

Documentário Dona Eunice une memória oral e inteligência artificial para contar a história de uma matriarca negra em Nova Iguaçu.
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O curta-metragem Dona Eunice, com 25 minutos de duração, chega ao público com a proposta de resgatar a trajetória de vida de uma matriarca negra de 77 anos. Sob a direção do cineasta Paulo China e fotografia de Miguel Nagle, a obra utiliza a tecnologia como ferramenta de preservação histórica, unindo a tradição oral do sertão alagoano às possibilidades da Inteligência Artificial (IA) generativa.

Inovação visual e resgate de memórias periféricas

A produção destaca-se por uma abordagem estética singular. Diante da escassez de registros fotográficos da infância da protagonista, a equipe técnica recorreu à IA para recriar cenas da vida de Eunice da Conceição de Lima na roça. O recurso visual, aplicado de forma poética, ilustra desde as brincadeiras com bonecas de barro até o momento de sua migração para o Rio de Janeiro, conferindo materialidade a relatos que, até então, existiam apenas na memória.

Estreia oficial e celebração cultural

O lançamento oficial do documentário ocorre no dia 9 de outubro, às 19h, no Complexo Cultural Mário Marques, em Nova Iguaçu. A data foi escolhida estrategicamente para suceder o Dia do Nordestino, reforçando a importância da contribuição cultural e histórica desse povo na formação da identidade brasileira. O evento de estreia contará com exibição gratuita, seguida de um debate e um coquetel de confraternização.

Impacto social e educação na Baixada Fluminense

Além da exibição principal, o projeto contempla um circuito itinerante em quatro escolas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Nova Iguaçu. Essas sessões serão acompanhadas por rodas de conversa, focadas em temas como o direito à alfabetização, o envelhecimento ativo e a valorização das matriarcas periféricas. A iniciativa, contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB II), busca fomentar o debate sobre a superação do analfabetismo e a construção de uma vida com dignidade.

Para mais informações sobre o projeto e o trabalho de valorização territorial, acesse o Site da Baixada, que atua na mobilização social e cultural da região desde 2006.

Fonte: sitedabaixada.com.br

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